Alana se agachou diante de Luz e, assim que as palavras saíram de sua boca, sentiu-se uma tola. Luz era uma menina de seis anos que havia perdido a mãe, e lá estava ela, fazendo uma pergunta indiscreta, cuja resposta certamente era dolorosa, apenas para satisfazer sua curiosidade.
— Meu pai tem um ponto de vista diferente do da minha avó — respondeu Luz com muita tranquilidade; seu nível de maturidade não deixava de surpreender Alana. — Minha mãe decidiu que não queria sofrer mais, e meu avô a ajudou.
Alana arregalou os olhos. Não entendia ao que Luz se referia; a primeira coisa que lhe veio à mente foi que Dante Marroquín tinha razão: Constança havia assassinado Isabella Vilhenha.
— Chama-se morte assistida, ou eutanásia — esclareceu Luz. — É legal em muitos países.
— Ah, claro… então Constança levou sua mamãe a um desses países para que ela pudesse descansar da doença? — aquele cenário era mais fácil de assimilar.
— Sim, mas minha mãe e minha avó sabiam que meu pai não concordaria,