Dante Marroquín ajeitou a gravata com um gesto seco.
—Senhorita Duarte, você não devia ter se prestado a isso. Não era necessário.
Isabela não era ingênua. Sabia muito bem que acabara de tirá-lo de uma situação delicada. Ao que tudo indicava, agradecer ou pedir desculpas não faziam parte do vocabulário de Dante Marroquín. Baixou o olhar, sentindo o rosto arder.
—Desculpa, eu… —as palavras se perderam na garganta.
—Ela não tem que pedir desculpas —interveio Sharon, sem hesitar—. A senhorita Duarte não se prestou a absolutamente nada. Ela veio procurar trabalho, e fui eu quem lhe ofereceu a vaga de babá. Ela está perfeitamente qualificada para cuidar da Luzinha.
Isabela sentiu um aperto no estômago. Não conseguia acreditar no tom que Sharon usava com o chefe. A última coisa que queria era causar problemas para ela.
—Eu não estou procurando uma babá —rebateu Dante, cravando os olhos na tela do computador.
O tom frio a fez se encolher por dentro.
—Então eu vou embora —murmurou Isabela, le