Constança Vilenha olhou a jovem dos pés à cabeça sem o menor pudor, com aquele olhar crítico e avaliador que lhe era tão característico. Revirou os olhos e deu meia-volta sem se despedir. Todos a observaram enquanto ela saía. Rafael esperou a porta bater e, assim que ouviu o estrondo, levantou-se num pulo e olhou para o irmão; estava vermelho como um tomate maduro.
— Bom, eu preciso ir — disse Rafael, tentando esboçar um sorriso; o desconforto do momento tornava isso difícil — senhoritas.
Fez uma leve reverência e saiu.
De volta ao carro, permaneceu pensativo por alguns instantes. Tirou o chapéu de couro e o colocou no banco do passageiro. Olhou rapidamente pelo retrovisor enquanto ajeitava os fios de cabelo que um dia foram intensamente negros e que agora estavam desbotados, salpicados de grisalho.
Do bolso da camisa, retirou um pequeno papel. Nele havia escrito uma lista dos conventos da cidade; alguns estavam riscados — já havia ido até eles —, mas ainda restavam alguns. Se não enc