Levanto os olhos até ela, sentindo a garganta apertada. O silêncio que se instala carrega mais dor do que qualquer grito.
— Eles trocam os nomes das garotas. — explico. — Cada uma de nós, ao chegar naquele lugar, recebe um novo nome. As que ainda se lembram do próprio nome… são proibidas de usá-lo.
Eles têm medo de que, se formos vendidas, contemos qualquer informação. Então… o passado é arrancado de nós assim que cruzamos as portas.
O vento do jardim sopra suave, mexendo as folhas sobre a mesa