Há um silêncio constrangedor entre nós, mas, para ser honesta, eu o prefiro assim.
O silêncio não exige explicações.
Não pede sorrisos forçados.
Não invade.
Me concentro no pão entre meus dedos e na sopa quente em meu prato. A cada colherada, espero que o calor me traga algum conforto, que aquiete o turbilhão na minha cabeça.
Quem sabe, depois disso, eu consiga dormir. Só um pouco. Só o suficiente para escapar, nem que seja por instantes.
Minha mente ainda é um campo minado.
Tudo está fora d