— Eu pressinto que matar Sakamoto não vai nos garantir dias de paz — diz meu pai, enquanto bebe um gole do café, que, a essa altura, já perdeu o gosto para mim.
— Vamos esperar para ver — respiro fundo, engolindo em seco. Entendi que a espera será incerta, mas não temos outra escolha.
Estamos no meu escritório, em uma manhã cinzenta e úmida em Chicago.
Do lado de fora, a cidade acorda devagar, envolta por uma névoa leve que dança sobre os jardins molhados e se arrasta entre as casas silenciosas