Capítulo 89, Senti que posso respirar sem medo.
Eduardo
Quando abri a porta de casa com Lua apoiada em meu braço, o silêncio do lar me pareceu mais sagrado que qualquer oração. Havia algo no ar — um cheiro de madeira antiga misturado ao perfume dela — que me fez sentir que, finalmente, o mundo havia voltado ao eixo. A casa parecia a mesma, mas eu não era mais o mesmo homem.
O chão da sala refletia a luz pálida da manhã, e Lua respirava devagar, como quem aprende de novo a existir fora das paredes de um hospital. Sol correu à nossa frente, d