Capítulo 87 Eu quero que a justiça seja feita.
(Visão de Eduardo)
O som das sirenes ainda ecoava na minha cabeça. Mesmo depois de horas, eu sentia o gosto metálico do sangue na boca — não era o meu, era o da raiva.
Raiva por tudo o que aquele homem, Thiago, havia feito.
Por ter sequestrado Alyce, por ter ferido a Lua, por ter ameaçado o que eu mais amava no mundo.
Agora, eu estava ali, parado no corredor do hospital, com o braço enfaixado e o coração despedaçado, observando os médicos correrem com macas e prontuários.
Cada passo que eu dava