Laís
Acordei antes de Eduardo. O quarto estava silencioso, exceto pelo canto dos pássaros e pelo som distante da cachoeira. Peguei meu caderno e comecei a escrever, enquanto observava o peito dele subir e descer devagar. Um raio de sol atravessava a cortina e desenhava um retângulo quente no rosto do meu marido — ainda é estranho e doce pensar nessa palavra.
Escrevi: “Segundo dia de lua de mel. Descobri que felicidade também sabe ser preguiça: o tempo fica espesso, a pressa se dissolve, e o sil