Laís
O sol entrou pelas frestas da cortina e me acordou devagar, junto com o cheiro de café fresco. Eduardo ainda dormia ao meu lado, o braço pesado em volta da minha cintura, respiração calma, um leve sorriso nos lábios. Toquei seu rosto com a ponta dos dedos, e ele abriu os olhos preguiçosos.
— Bom dia, esposa. — disse, a voz rouca e suave.
— Bom dia, marido. — respondi, rindo do jeito como aquela palavra soava nova, mas já parecia antiga.
Antes que pudéssemos nos perder em outro beijo, a don