A cela era menor do que seu ego.
Gustavo se encolhia no banco de concreto, o uniforme bege destoando da arrogância que, outrora, exalava em ternos sob medida. Agora, nada nele era sob medida, exceto o medo.
O relógio da parede marcava 13h17 quando a porta da sala de interrogatório se abriu. O promotor entrou primeiro. Sem pressa. Sem simpatia.
Atrás dele, o advogado de Gustavo, com expressão de quem carregava o peso de uma bomba prestes a explodir.
— Está decidido?
Perguntou o promotor, diret