Ela abriu os olhos devagar. A luz suave do quarto dançava nas paredes, como se respeitasse a delicadeza daquele momento. O mundo ainda parecia um sussurro, um eco distante de tudo o que ela havia enfrentado. Mas ele… ele estava ali.
Sentado ao lado da cama, de camisa branca amarrotada e olhos fundos de quem não dormiu, Miguel a observava como se sua própria vida dependesse da próxima respiração dela.
— Você voltou pra mim.
Ele murmurou, e sua voz era mais grave, embargada, ferida.
— Você volto