A ONG estava mais silenciosa que o habitual naquela tarde. As crianças já tinham ido, os corredores ecoavam passos solitários, e Anyellen ajeitava pastas na sala dos arquivos quando ouviu a porta fechar com força atrás de si.
— Sabia que ia te encontrar aqui...
A voz era conhecida, mas agora vinha carregada de ódio.
Ela se virou devagar. Letícia.
— O que você quer, Letícia?
— Ver você no chão. Era só isso desde o começo.
Ela avançou um passo.
— Eu te odeio, Anyellen. Sempre odie