Anyellen não dormiu.
O travesseiro carregava vestígios do sal dos seus olhos, e o lençol, as marcas de um corpo que se revirou a noite inteira, como se o coração quisesse fugir da pele.
Lá fora, o sol ainda era só um esboço de luz. Mas dentro dela, a certeza já iluminava o que a mente insistia em apagar.
Ela se sentou na cama com lentidão. O cabelo bagunçado, os olhos fundos, os lábios ainda trêmulos de tudo o que não disse.
Havia um tipo de dor que não ardia, apenas pesava. E era com esse pe