No quarto me deitei abraçada no travesseiro e encarei o teto. Como se as rachaduras ali pudessem me explicar por que ele mexia comigo de um jeito que ninguém mais conseguia. Como se, naquele silêncio, eu conseguisse esquecer o modo como ele sussurrou “olha pra mim” e entrou em mim como quem queria morar ali. Não só no corpo. Mas em tudo.
E se ele for diferente?
E se ele não me machucar?
E se, por um acaso insano do destino, ele realmente estiver tentando me amar?
Meu corpo respondeu com um arre