Fazia três dias.
Setenta e duas horas.
Mais de quatro mil batimentos cardíacos desde que ele a teve nos braços.
E ainda assim... ela estava em tudo.
Na camisa que ele vestia e depois tirava por não suportar o perfume que lembrava o cabelo dela.
Na xícara de café que queimava na língua, mas não aquecia o peito.
No lençol da cama que ele ainda não conseguia trocar.
E, sobretudo, na boca dele.
O gosto dela.
Ainda lá.
Como um pecado não confessado. Como um vício que não quer cura.
Ele fechava os ol