90. Punição
LORENZO
Mesmo tendo limpado a galeria de arte com luvas, analisava minhas mãos e via manchas de sangue. Talvez não fosse apenas o Il Martello que precisava de antipsicóticos.
“Ninguém da Máfia é são. Não mesmo.”
Após duas batidas à porta, Mikhail adentrou e, em silêncio, se sentou à minha frente. Observei sua face pálida, com grandes olheiras; suas pupilas excessivamente dilatadas; um certo tremor nas mãos. Mais cedo, ficou visível como ele se deliciou em cada martelada que desferiu nos desgraç