102. Entre a gente
VALENTINA
Lorenzo nos pegou ali, bem no começo da massagem.
Não tirou os sapatos, o que me faria brigar em outro dia, mas a tensão que entrou junto com ele me fez entender que não era um bom momento. Ele olhou para Isadora, para a mão dela — que ia do meu joelho à minha virilha —, para meus seios, para meus olhos. Quatro paradas antes de questionar:
— Que merda é essa? Você deveria estar em campo, Capo, não recebendo carícias.
“Carícias? Ele estava com ciúmes de… mim?” Pensei, mas nem deu tempo