A pergunta de Valentina, um sussurro de genuína e dolorosa confusão, pairava na sala estéril da galeria. Por quê? Por que você faria isso por mim? Ela esperava um truque, uma armadilha, uma humilhação final. O que ela não esperava era a verdade.
Helena olhou para a mulher à sua frente, não para a socialite de unhas perfeitas, mas para o que estava por baixo: a dor, o medo da irrelevância, a fúria de ter sido descartada. E, naquela mulher, Helena reconheceu um fragmento de si mesma.
— Porque eu