O carro parou em frente a um prédio de fachada austera de concreto e vidro em uma rua elegante de São Paulo. A Galeria de Arte Contemporânea FGM não tinha a grandiosidade de um museu, mas exalava uma aura de exclusividade e poder intelectual que era, de certa forma, mais intimidante.
Dante se virou para Helena no banco de trás. Ele não a tocou. Apenas a olhou, os olhos escuros transmitindo uma mensagem de confiança absoluta.
— Lembre-se de quem você é — ele disse, a voz baixa e firme. — Você é