O beijo se quebrou com a mesma violência com que começou. Foi Helena quem o findou. Com um som que era um misto de soluço e rosnado, ela empurrou o peito de Dante com toda a força que conseguiu reunir. O movimento a fez tropeçar para trás, criando um espaço ofegante entre eles. Ela levou as costas da mão à boca, como se pudesse limpar o vestígio dele, o gosto de saudade e desespero que agora a contaminava.
— Não — ela ofegou, a palavra mais um som de dor do que de negação. — Você não pode fazer