Meus olhos não se desviaram dos dela. Eu via o choque, depois a raiva, depois algo que poderia ter sido medo; um medo antigo, de perder o controle, de encontrar algo que não podia intimidar.
Por um segundo, parecemos duas predadoras travadas em um impasse mortal sobre o corpo de uma presa.
Então, lentamente, soltei seu pulso.
Valéria recuou como se minha mão tivesse queimado, agarrando o pulso como se estivesse ferido. Sua respiração estava irregular, seu rosto manchado de duas manchas vermelha