MARCY
O quarto de hospital tem aquele cheiro característico de antisséptico e flores murchas. Luz fria, paredes brancas, o som monótono dos monitores.
E eu estou parada na porta, olhando para ele.
André.
André Riminof.
O nome ecoa na minha cabeça como uma música antiga, daquelas que a gente jura ter esquecido, mas basta um acorde para voltar inteira.
Ele está ali. Na cama. Pálido, mais magro, com olheiras profundas e uma barba por fazer que não combina com o garoto que eu conheci. Mas os olhos