O olhar de Dante recaiu sobre o meu, quase como se temesse o que eu poderia responder. Mas o que diabos eu poderia falar? Além daquela insinuação ser completamente desrespeitosa e maníaca, estávamos no quarto com uma criança em meio a uma crise.— Não responda isso, Elara. — Dante rosnou para mim.E antes que eu pudesse dizer mais qualquer coisa, Dante já puxara Helen pelo braço, a tirando daquele quarto.Olhei para os olhos assustados da garota deitada naquela cama e um sentimento de empatia enorme preencheu o meu peito. Me perguntei o quanto de tempestades aquela pequena garotinha já tivera que assistir, impassível, enquanto seus pais pareciam claramente destruir um ao outro.— Vai ficar tudo bem, eu estou aqui. — sussurrei para ela, segurando sua mãozinha.Não demorou muito para a menina adormecer, a respiração ainda irregular, o pequeno corpo exausto demais para continuar lutando. Permaneci sentada ao lado da cama, a mão repousando de leve sobre o lençol, como se qualquer moviment
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