A porta do hospital se fecha atrás de nós com um clique suave assim que guardo o celular depois da ligação da minha avó.
Marcy está ao meu lado, visivelmente abalada, mas tentando disfarçar. Eu também estou processando o que vi ali — a química entre ela e André, o jeito como eles se olharam, como se o tempo não tivesse passado.
— Marcy, — começo, enquanto caminhamos para o carro, — posso te perguntar uma coisa?
Ela me olha, alerta.
— Claro.
— Você e André... — Hesito, escolhendo as palavras. —