ANDRÉ
A bala ainda dói.
Não fisicamente — a ferida está cicatrizando, os médicos disseram que em breve estarei novo. Mas a memória dela... essa vai doer para sempre.
O momento em que vi o vulto. O estampido. O choque. O sangue.
E depois, o silêncio.
Acordar no hospital foi como renascer. E, ao mesmo tempo, como ser arrastado de volta para um pesadelo que eu achava ter deixado para trás.
Agora estou aqui. Na mansão de Dante. No sofá da sala, tentando parecer mais inteiro do que realmente estou.