MARCY
A luz da manhã entra pela janela do quarto, e eu acordo com a sensação de que esqueci algo importante.
O celular está na mesinha de cabeceira. Pego, ainda sonolenta, e vejo a notificação.
André Riminof: "Marcy, precisamos conversar. Você pode?"
Meu coração para.
Olho para a mensagem. Depois para o horário. Quatro da manhã. Ela chegou há horas, e eu dormi como uma pedra, alheia ao terremoto que se anunciava.
Não respondi.
Passo a mão no rosto, tentando organizar os pensamentos. Estou saind