A pergunta ecoou na sala silenciosa, cortando o ar como um grito. Eva se encolheu ao meu lado, sua mão pequena apertando a minha com força. Valéria não se moveu, mas um brilho de interesse agudo acendeu-se em seus olhos. Ela observava, como um cientista observando uma reação química prestes a explodir.
Dante deu um passo à frente, colocando-se sutilmente entre Helen e eu. Sua postura era rígida, mas sua voz, quando falou, era perigosamente baixa e controlada.
— Helen. Ela está aqui porque Eva se sente mais confortável com ela presente. E porque minha mãe a convidou.
Helen riu, um som seco e sem humor.
— Sua mãe a convidou? Para um almoço em família? — Seu olhar incendiário voltou-se para Valéria. — Você convidou a babá?
Valéria ergueu seu copo de champanhe, tomando um gole pequeno antes de responder. Sua calma era um contraste deliberado e eficaz com a fúria de Helen.
— Claro, querida. Elara faz parte do cotidiano da Eva agora. E eu acho… educativo incluir todos os que participam da e