HELLEN
— E como você pretende fazer isso? — sussurrou ele, sua boca perto do meu ouvido. — Dante parece… protetor com ela.
Protetor. A palavra queimou. Dante nunca tinha sido protetor comigo. Controlador, sim. Indiferente, na maioria das vezes. Mas protetor? Esse era um lado novo. Um lado que ele reservava para Eva. E agora, aparentemente, para a órfã Magnelith.
Um sorriso lento e cruel se formou em meus lábios. A raiva era um combustível melhor do que a autopiedade.
— Todo mundo tem um preço — murmurei, mais para mim mesma do que para ele. — E eu descobri o preço dela. A avó. Uma velha doente em uma UTI. — Virei-me em seus braços, encarando-o. — E se isso não for suficiente… bem, ainda tenho o nome dela. Magnelith. Posso devolvê-lo a ela. De uma forma que ninguém, nem mesmo Dante, queira estar por perto.
Seus olhos se arregalaram um pouco, vendo a frieza no meu olhar. Ele conhecia essa versão de mim. A versão que lutava para não afundar.
— Cuidado, Helen — ele disse, sua voz séria. —