Capítulo 23 - A Sogra

HELEN

O pânico foi uma descarga de adrenalina pura, lavando a languidez pós-sexo e substituindo-a por um estado de alerta agudo. Minha mente, treinada em décadas de fingimento social, calculou as opções em nanossegundos.

1. Não abrir a porta: Impensável. Valeria Herrera não aceitava um "não".

2. Dizer que estava ocupada: Ela insistiria. Sempre insistia.

3. Jogar o amante pela janela: Uma opção tentadora, mas logística e judicialmente complicada.

Me levantei num movimento fluído, meu corpo ainda úmido e sensível protestando. Vi a minha calcinha de renda preta, rasgada em dois, descartada perto do parapeito como um troféu macabro. Ele já estava se levantando do outro lado da varanda, puxando as calças com movimentos rápidos e silenciosos, seu rosto uma máscara de tensão.

A batida na porta ressoou novamente, mais insistente.

— Helen? Você está bem, querida? Ouvi uns barulhos.

— Tudo bem, Valéria! — gritei, minha voz soando anormalmente aguda. — Só um minuto, estou indo!

Nosso olhares se
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