O monitor apita.
Apita, apita, apita. Um som que já decorei, que já sei diferenciar quando é normal e quando é perigo. Agora é normal. Agora ele ainda está vivo.
Minha mão não solta a dele há horas.
Os dedos frios, a pele fina, as veias saltadas por onde o soro passa. Meu pai. Esse homem que é quase um estranho e ao mesmo tempo a pessoa que mais faz sentido no mundo agora.
— Você não pode ir, — sussurro, a voz rouca de tanto chorar. — A gente ainda tem tanta coisa pra conversar. Tanta coisa pra