O jardim estava silencioso.
Não o silêncio vazio de antes, quando eu entrei pela primeira vez naquela mansão tantos anos antes e parecia um túmulo e eu me escondia atrás das paredes de vidro para não sentir o peso da solidão. Era um silêncio diferente. Cheio. Como se o ar estivesse carregado de presenças invisíveis, de memórias que se recusavam a desaparecer.
O balanço de Eva ainda balançava com o vento. As cordas estavam gastas, a madeira marcada pelos anos, as flores pintadas à mão já desbota