MARCY
A areia das dunas estava fria sob meus pés descalços.
Marazul não tinha mudado nada. As mesmas dunas douradas, o mesmo mar azul-escuro batendo nas pedras com um som que parecia uma canção de ninar, o mesmo vento salgado trazendo o cheiro de liberdade. O céu começava a se tingir de laranja e rosa, o sol se preparando para o mergulho no horizonte.
Mas eu não era a mesma.
A barriga pesava. Oito meses. O menino que crescia dentro de mim já tinha nome — ainda não revelado a ninguém, guardado