A vida é um fio tão frágil.
A gente passa anos, décadas, uma existência inteira achando que o tempo é infinito. Que amanhã sempre vai chegar. Que há sempre uma chance de consertar, de dizer, de fazer.
Até que o amanhã não chega.
Até que o fio se rompe.
Até que você descobre que não é dono da verdade, que não controla nada, que tudo o que tem é o agora. Esse instante fugaz que escorre entre os dedos como água.
Penso nisso enquanto corro pelos corredores do hospital.
Meus saltos ecoam no chão de