A rua está vazia. Escura. Fria.
Meus pés descalços doem no asfalto, mas a dor física é apenas um eco distante da que sinto por dentro. O roupão fino não protege do vento da madrugada, e meu cabelo ainda molhado escorre pelas costas em gotas geladas.
Estou perdida.
Não sei para onde ir. Não sei o que fazer. Meu coração sangra por Dante — por mais idiota que isso seja. Porque mesmo depois de tudo, é ele que eu quero. É ele que me acalma. É ele que faz o mundo parar.
E ao mesmo tempo, quero minha