A mão treme quando alcanço a maçaneta.
Respiração. Só mais uma respiração. Passo os dedos pelo cabelo ainda úmido, tento alisar o roupão amassado, me preparar psicologicamente para o que vem.
Mas quando a porta se abre e eu vejo Dante, tudo o que preparei desmorona.
Ele está ali. Exausto. Destruído. Os olhos vermelhos, as marcas de quem passou a noite em claro, a camisa amassada, o cabelo desgrenhado. Ele parece tão perdido quanto eu me sinto.
Meu coração acelera.
E todo o amor — todo o maldito