A chave gira na fechadura com um clique que ecoa no silêncio do corredor.
O apartamento da vó está escuro. Silencioso. O tipo de silêncio que abraça, que acolhe, que não pergunta nada. Pela primeira vez em horas, agradeço por isso.
Entro, fecho a porta atrás de mim com cuidado, e apoio as costas nela por um longo momento. A respiração está difícil. O peito pesa como se tivesse chumbo derramado lá dentro.
Preciso do banheiro. Preciso de um lugar para desmoronar sem que ninguém veja.
Atravesso a