O silêncio era tão espesso que parecia ter peso.
O quarto estava envolto por um tipo de escuridão viva, não a completa ausência de luz, mas a penumbra úmida e densa que brotava das cortinas pesadas de veludo carmesim, vedando qualquer vestígio do mundo lá fora. Tapetes persas cobriam o chão como se quisessem abafar passos, segredos ou gritos. E no centro de tudo, como um suspiro contínuo da passagem do tempo, o tilintar regular do belo relógio de cristal ecoava pela imensidão da sala, cada seg