Horas haviam passado desde que Brian saíra, e Sophie não sabia dizer quanto tempo exatamente. Podiam ter se passado minutos ou dias, o tempo ali dentro era um borrão estático, sem janelas, sem relógio, sem sol. Apenas as luzes frias acesas sobre sua cabeça e o reflexo mil vezes multiplicado de sua própria imagem, abatida, suja, sem qualquer dignidade.
Sentada no canto da parede espelhada, com as pernas encolhidas contra o peito e os braços envolvendo o corpo, Sophie chorava baixinho. As lágrima