A primeira coisa que Líria percebeu foi o erro.
Não um erro pequeno, humano, do tipo que se corrige com explicações ou desculpas. Era um erro estrutural, profundo, como se o próprio mundo tivesse sido montado de maneira equivocada durante a noite.
A lua ainda estava lá.
Não pálida.
Não distante.
Não obediente.
Ela permanecia suspensa no céu mesmo quando o dia já deveria tê-la engolido, grande e escarlate, como uma ferida aberta acima da vila. O sol nascera tímido, fraco, incapaz de apagar