Líria ainda estava em pé no limite.
Um passo atrás dela, a vila — com suas casas baixas, o cheiro de fumaça antiga, os olhares que aprenderam tarde demais a vê-la.
Um passo à frente, a floresta — viva, vigilante, silenciosa demais para ser neutra.
Os lobos errantes permaneciam espalhados entre as árvores, como sombras que haviam aprendido a respirar. Nenhum avançava. Nenhum recuava. Olhos atentos, corpos tensos, todos voltados para ela como se aguardassem uma ordem que não havia sido dada.