Capítulo 15

Líria soube que perderia o controle muito antes de realmente perdê-lo.

O corpo avisou primeiro. Com uma inquietação profunda, quase insuportável, como se algo tivesse sido deslocado de seu eixo natural e jamais pudesse retornar ao lugar de origem. O ar dentro da casa parecia errado. Espesso demais. Cada inspiração vinha acompanhada de uma sensação incômoda de atraso, como se o oxigênio precisasse atravessar uma barreira invisível antes de alcançar os pulmões.

Ela tentou ignorar.

Sentou-se na beira da cama, os pés tocando o chão frio, e ficou ali por longos minutos, as mãos apoiadas nos joelhos, os ombros tensos. O silêncio da vila não era pacífico — era vigilante. Um silêncio que observava, que julgava, que esperava por um erro.

A contenção estava ativa.

Ela a sentia como uma pressão constante na parte interna do peito, um aperto que se intensificava sempre que seus pensamentos se desviavam na direção errada. Não era uma dor clara. Era algo mais cruel: uma resistência persistente
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