Na floresta, Kael sentia o peso das próprias escolhas.
O breve rompimento da contenção havia deixado resíduos. Não físicos — mas instintivos. A ligação com Líria agora reagia mais rápido, mais sensível, como uma ferida que, depois de tocada, não esquece.
Ele se mantinha afastado da borda do território.
Não por medo do Conselho.
Mas por medo de si mesmo.
— Você ultrapassou o limite — disse Toren, aproximando-se sem fazer ruído. — Mesmo sem cruzá-lo. Admiro que tenha achado uma brecha.
Kael não se virou.
— Eu sei.
— O vínculo respondeu.
— Ela estava sofrendo.
— Ela continuará sofrendo — Toren rebateu. — O que muda é o quanto você a envolve nisso.
Kael cerrou o maxilar.
— Não posso fingir que não a sinto.
— Pode e deveria — Toren respondeu, firme. — Mas não quer.
O silêncio entre eles se estendeu.
— O Conselho está se movendo — continuou Toren. — Ainda não contra ela diretamente. Mas estão observando a vila. O comportamento. As reações.
— Humanos não devem