Mundo de ficçãoIniciar sessãoO que acontece quando uma mulher ferida encontra alguém disposto a lutar por ela? Elise passou a vida tentando sobreviver. Carregava as cicatrizes de uma infância instável, de um ex que a destruiu por dentro e da solidão de quem aprendeu a não esperar nada de ninguém. Até cruzar o caminho de Trent — o presidente implacável do Ceifadores de Ferro MC. Um homem perigoso, marcado pelas próprias batalhas, mas que vê em Elise algo que ninguém jamais enxergou: força, coragem... e amor. Ele não foi o primeiro amor dela. Mas foi o mais intenso. O mais real. E talvez, o melhor. Entre segredos que sangram e sentimentos que queimam, Elise precisará decidir se confia nesse homem brutal que a trata como algo precioso — ou se continuará fugindo, mesmo sabendo que, desta vez, o amor pode ser exatamente o que vai salvá-la de si mesma.
Ler maisO salão principal do clube nunca esteve tão bonito. Luzes amareladas pendiam das vigas, flores brancas misturadas a rosas vermelhas formavam um caminho simples, mas cheio de significado. Foi minha escolha. Eu não queria nada que lembrasse aquela cerimônia sem alma que tive com Simon. Aquelas memórias permaneceriam no fundo do meu coração, onde deveriam estar. E era aqui, entre os Ceifadores, entre os nossos, que eu queria começar de novo. Caminhei com Maggie, Ceylan e Mel ao meu lado, só faltou Baby que não pode vir. Cada passo que eu dava, sentia o peso da história que me trouxe até ali... e também o alívio de finalmente estar livre dela. Meus olhos encontraram os dele assim que entrei no salão. Trent. Ele estava parado perto do altar improvisado, usando uma camisa branca dobrada nos cotovelos e o colete do clube por cima, limpo, imponente. O cabelo penteado pra trás, o olhar preso em mim. Atrás dele estavam Grave, Ivar, Cain e Doc, todos alinhados com seus coletes, parecendo um
PONTO DE VISTA DE TRENTSaímos do clube e caminhamos até o carro antes de entrar, me virei e encarei Elise.A expressão dela era serena, mas determinada. O olhar direto, firme. Não precisava perguntar duas vezes. Eu sabia que ela estava pronta. Que queria estar ali. E porra... isso significava muito pra mim.O café não ficava longe. Era na nossa cidade, discreto, mas conhecido. Tor já devia estar lá com os homens dele — e eu não esperava menos do desgraçado.Entrei no carro, e ao ajeitar minha perna senti o peso da mala sob meus pés. Armas. Frio, prático, necessário.Meu desejo era simples: que fosse rápido. Que bastasse uma conversa entre dois líderes, frente a frente. Sem tiros, sem vingança. Só um acordo. Um ponto final.Hoje... se tudo corresse bem, seria o fim de tudo isso.E depois disso, eu queria dar a Elise tudo. A cerimônia que ela merece. A porra de uma casa, o lar que ela nunca teve. Quero dar aos meus irmãos de clube paz. Quero que possamos respirar sem o gosto metálico d
Na manhã seguinte...PONTO DE VISTA DE ELISE Meus olhos se abriram devagar, e um suspiro escapou dos meus lábios antes mesmo de eu perceber. Instintivamente, minha mão se moveu para o lado, à procura do calor familiar. Meus dedos tocaram a pele quente e firme de Trent, e um sorriso suave tomou conta do meu rosto. Ali estava ele. Dormindo profundamente, o rosto relaxado, os músculos do peito subindo e descendo em um ritmo tranquilo. Fiquei apenas observando por alguns segundos, admirando aquele homem que era meu porto seguro. Então, fechei os olhos por um momento, e as lembranças da noite anterior começaram a surgir, ainda vivas em minha mente. Lembrei do jantar no clube que tivemos ontem a noite. A mesa cheia, o som das risadas misturado ao cheiro da comida de Maggie. Todos estavam reunidos, inclusive Grave, Ivar, Doc... Eu havia criado coragem e contado sobre a gravidez. A notícia pegou todos de surpresa, mas a reação foi melhor do que eu poderia imaginar. Vi orgulho nos olhos del
PONTO DE VISTA DE ELISETrent estava demorando e eu já tinha até trocado de roupa. E, por mais que eu tentasse me convencer a ficar no salão, quieta, meu coração acelerado me empurrava para outro lugar. Eu precisava ver Sabine. Precisava ver com meus próprios olhos que ela estava viva. Ela tinha salvado minha vida… e a do meu bebê.Olhei para Mel, aninhada no meu colo, ainda tremendo de nervoso. Lia estava sentada ali perto, parecendo mais calma do que eu esperava, considerando tudo. Aproximei-me dela."Lia? Você pode levar Mel para um dos quartos de hóspedes?"Ela ergueu o olhar e me deu um sorriso genuíno. O tipo de sorriso que a gente só consegue dar quando está tentando manter tudo inteiro por dentro, mesmo que esteja em cacos. Deve ter sido muito difícil para ela perder o irmão."Claro. Vai me ajudar a me distrair um pouco, na verdade. E ainda preciso encontrar o Scorpio… ele deve estar me procurando."Mel saiu do meu colo e segurou a mão de Lia. As duas sumiram no corredor, e, a





Último capítulo