Eles caminharam lado a lado sem pressa, como se o tempo tivesse afrouxado as rédeas só para aquele instante. O dia ainda guardava traços de neblina, mas o sol, tímido, tentava abrir caminho entre as nuvens.
Passaram pela floricultura da dona Idalina, onde vasos de gerânio se empilhavam em degraus coloridos. Helena apontou com o queixo, e Arthur acompanhou o olhar dela sem precisar de explicações. Não era sobre flores — era sobre memória.
— Minha mãe comprava sempre ali nas sextas-feiras — ela d