A voz veio de trás, firme, baixa, sem qualquer esforço em se anunciar. Girei depressa, o coração quase parando no peito. Eric estava ali, parado como uma sombra. Os olhos claros me observavam com uma intensidade desconfortável. Ele não sorria. Nunca sorria.
Sua presença enchia o espaço como uma parede de pedra, intransponível, fria, pesada.
— Eu… — hesitei, procurando o tom correto. Nunca havia uma forma certa de falar com homens como ele. — D-desculpe… sei que não deveria estar aqui…
Ele deu alguns passos lentos, ignorando o meu pavor e aproximando-se das rosas, mas não as tocou. Ficou de lado, como se apenas observasse minha reação.
— Você parece surpresa — comentou, a voz carregada de algo que não era exatamente curiosidade, mas algo mais profundo, como se estudasse cada tremor do meu rosto.
Engoli seco, mantendo os olhos baixos. Não podia sustentar o olhar dele por muito tempo. O medo era maior que a curiosidade, maior que qualquer tentativa de coragem. Ele era enorme e estáv