A voz veio de trás, firme, baixa, sem qualquer esforço em se anunciar. Girei depressa, o coração quase parando no peito. Eric estava ali, parado como uma sombra. Os olhos claros me observavam com uma intensidade desconfortável. Ele não sorria. Nunca sorria.
Sua presença enchia o espaço como uma parede de pedra, intransponível, fria, pesada.
— Eu… — hesitei, procurando o tom correto. Nunca havia uma forma certa de falar com homens como ele. — D-desculpe… sei que não deveria estar aqui…
Ele de