A água gelada queimava meus pulsos enquanto eu mergulhava a roupa no tanque, esfregando com mais força do que o necessário. A espuma subia em ondas, mas minha mente estava longe dali, perdida na lembrança que me corroía desde o Roseral.
“Pequena rosa”
A voz dele ecoava em mim como um sussurro proibido. Por que havia dito aquilo? Por que parecia olhar para mim como se enxergasse algo que nem eu mesma via?
Meus dedos já estavam vermelhos, a pele ardendo, mas continuei. Talvez, se esfregasse ma