— Na minha vida, isso sempre foi normal — continuou, a voz mais baixa, carregada de lembranças. — Natasha, Volva e eu crescemos cercados por violência, retaliação… regras próprias que só a família compreende. Algumas coisas mudaram, claro. Com o nascimento de Anya, a pequena filha de Alexei e de sua esposa… — Ele engoliu seco, como se cada palavra fosse medida. — A pequena Anya é a luz daquela casa.
Meu coração apertou de curiosidade. — Como ela é? — perguntei, imaginando a bebê que fazia até Alexei, tão frio e calculista, se amolecer.
Ele deu um sorriso breve, seco, quase triste. — Graças a Deus puxou a beleza da mãe. — ele riu — Nunca imaginei que veria um homem como meu irmão se apaixonando de verdade, se tornando pai. Mas ela está aí… e é perfeita no jeito dela de iluminar tudo à volta.
Sorri, sentindo uma mistura de ternura e algo mais perigoso dentro de mim. A forma como ele falava de Anya, de Natasha, de Alexei… tudo parecia tão distante e tão próximo ao mesmo tempo.
Eu que