Quando ele apareceu na porta da sala, meu coração bateu mais rápido. Como sempre.
Usava uma camiseta preta, jeans desbotado e aquele sorriso que parecia uma provocação viva. Eu sabia que a saia longa bege que eu usava, abaixo dos joelhos, como meu pai exigia, era o suficiente para agradar quem precisava ser agradado. Mas por baixo, por baixo dele, eu usava uma blusinha colada que havia comprado com o dinheiro da “caridade” que recebia. Nada muito ousado, mas justa o suficiente pra lembrar que