Valentina acordou com a estranha sensação de silêncio demais.
Não era o silêncio confortável da madrugada. Era outro. Um vazio específico demais para ser ignorado.
Virou o rosto devagar, ainda envolta pelos lençóis macios, esperando encontrar o corpo ao lado. O calor. O peso familiar da presença que, na noite anterior, tinha sido abrigo e risco ao mesmo tempo.
Nada.
O lado da cama estava intacto.
Ela franziu levemente a testa, sentando-se com calma, sem pressa para reagir. O quarto ainda estava